Atualmente, há uma progressão no pensamento do homem, sobretudo naqueles assuntos que envolvem o tipo de sociedade que queremos: primeiro, o impensável se torna pensável e, subitamente, torna-se uma espécie de ortodoxia, cuja verdade parece tão elementar que, a partir de então, ninguém mais se lembra que já se pensou de forma diferente.
Eis o estágio em que a ideia de legalização das drogas se depara hoje: uma espécie de emplastro Brás Cubas para o fim da violência gerada pelo tráfico, a redução de danos para a sociedade e o enfrentamento do problema como uma questão de saúde pública. Enfim, o debate entrou no campo da obviedade, sem se sopesar com a devida cautela os inúmeros problemas sociais provenientes do consumo legal, ainda que com restrições sanitárias e médicas.